Novo espetáculo infantil de Leonardo Cortez, "Casa Estranha" estreia de forma online e gratuita

Peça trata do medo de forma lúdica e divertida

Foto: João Caldas


Casa Estranha fala sobre o medo infantil à princípio, desdobrando a temática para que o público identifique os elementos que constroem a coragem. Marina, uma menina de 12 anos, e Rafuca, o seu irmão de 10, se mudam para uma nova casa após o seu pai, o Seu Marcos, enfrentar problemas que levam ao fechamento de sua tecelagem. Enquanto Seu Marcos tenta resolver o conserto da última máquina que sobrou de seu antigo empreendimento, o que vai garantir a segurança financeira da sua família, os dois irmãos se vêem envolvidos em uma investigação paranormal. Para chegar ao fundo dos fenômenos que acontecem na casa, como objetos que se movem sozinhos e um terrível esqueleto dançarino, vão contar com a ajuda de Marciano, o menino vizinho da casa da frente, que sabe da história do antigo morador, o Seu Salustino, cujo espírito jamais saiu da casa em que morou por tanto tempo, mesmo tendo morrido a mais de 30 anos.

No entanto, o terror se ridiculariza a partir do momento que a turma o enfrenta. O medo dá lugar à curiosidade e após investigações minuciosas, os três aventureiros descobrem traquitanas, fios e engenhocas que explicam a falsa paranormalidade. Mas, quem está por trás das invenções macabras? E por quê?

Casa Estranha traz elementos dos filmes de terror para o teatro infantil, transformando o medo numa grande brincadeira. Assim, o humor nascerá da expectativa e dos sustos decorrentes de engenhocas cujas estruturas reveladas ao público infantil provocarão encanto e curiosidade. Ao mesmo tempo, valores como companheirismo, amizade, coragem e tolerância ganham relevância graças a uma aventura repleta de surpresas e reviravoltas.

Foto: João Caldas


Para o cenário de “Casa Estranha”, assinado por Djair Guilherme, o ponto de partida foi o trabalho do engenheiro e artista plástico norte americano Rube Goldberg. Uma de suas criações mais emblemáticas é a máquina de Goldberg, que executa uma tarefa simples de uma maneira extremamente complicada, normalmente utilizando-se de reações em cadeia com objetos do dia a dia. O desenho de luz, assinado por Beto de Faria, traz uma referência dos filmes impressionistas franceses, em especial os títulos de terror e do diretor George Méliès. É uma luz antiga, ancestral, que esconde terrores nunca vistos. Os figurinos de Márcio Araújo são inspirados no universo dos filmes de Tim Burton, e a concepção da paleta de cores vai para tons escuros, que caminham entre o vermelho, roxo, verde e preto, com peças de roupas que misturam o antigo e o moderno. Para a trilha sonora, Jonatan Harold compôs temas e canções que ambientam as situações enigmáticas e também cômicas, explorando os sons e barulhos que não se sabe se realmente ouvimos ou se foram frutos da imaginação. Instrumentos fantasmagóricos e vozes do além permeiam o espetáculo.


“Nossa intenção com o espetáculo “Casa Estranha” é trazer esse fascínio pelo medo, o referido poder de identificação e catarse que o terror possibilita para os palcos, que tiveram pouco contato com o gênero, por meio do medo infantil. O universo infantil contém medos, com as três crianças da nossa peça não é diferente. Os medos permeiam várias esferas da infância: medo de que os pais se separem, medo de fazer amigos, medo de ficar doente, medo do que pode ser, medo do que é. Mas, o personagem mais medroso, na nossa obra, é o homem que mora na casa estranha. As três crianças entram nessa casa e têm seus medos escancarados. Aos poucos vão desmontando as estruturas e descobrindo a verdade, desmascarando o medo, enfrentando-o e resgatando o ‘amedrontado’.


A intenção é que o medo seja elaborado, para que se possa discuti-lo e superá-lo. Trabalhamos o medo como elemento dominante na construção do ser humano. O mundo pode ser assustador, mas se você enfrentar seus medos e suplantá-los o mundo se torna menos horripilante.”, explica o diretor e autor, Leonardo Cortez.

Ficha Técnica:

Texto e direção: Leonardo Cortez Elenco: André Santos, Conrado Sardinha, Djair Guilherme e Isadora Petrin Assistente de direção: Rogério Barsan Cenografia: Djair Guilherme Cenotécnicos: Ronaldo Gonçalves e Daniel Laino Figurinos: Márcio Araújo Produção de figurinos e pesquisa: William Gibson Adereços caveira: Silvia Rubinfeldt Costureiras: Maria Elenir Alves e Salete André Barbosa Desenho de luz: Beto de Faria Operação de luz: Rafael Araujo Montagem técnica: Zé Lito e Wilson Ghisellini Operação de som: Rogério Barsan Trilha sonora: Jonatan Harold Coreografia: Fabiana de Sousa Direção de vídeo: Adauto Lima Neto Operação de câmera: Adriano Mariotto e Diogo Bezerra Intérprete de LIBRAS: Karen Nabeta Transporte de cenários: Flávio Giriolli e Izildo Tadeu de Andrade Fotografia: João Caldas Filho Projeto gráfico: Fernando Moser Comunicação e mídias sociais: Tiago Barizon Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Direção de produção: Sonia Kavantan Produção executiva: Tiago Barizon Coordenação administrativa: Milka Master Contabilidade: Francisco Flávio Gonçalves e Rosa Salerno Realização: Kavantan Projetos e Eventos Culturais


Apoio da Lei Aldir Blanc na Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de São Paulo e do Governo Federal, através do Edital Prêmio Aldir Blanc de Apoio a Cultura – inciso III – Módulo I – Maria Alice Vergueiro


CASA ESTRANHA

Estreia: Dia 07 de agosto às 16h

Após o espetáculo haverá um bate papo com a equipe.

Gratuito | Acesse a transmissão aqui

Duração: 50 minutos