Coletivo CIDA abre convocatória para inscrições de trabalhos no Festival Casa Tomada

O festival será realizado em formato virtual e acessível em Março.

Com o objetivo de fomentar e difundir a dança, o Coletivo CIDA está com convocatória aberta para o Festival Casa Tomada (8ª Edição da Mostra Casa Tomada). O festival será realizado em formato virtual e acessível, através do site entre os dias 17 e 21 de março. As inscrições podem ser feitas até o dia 17 de fevereiro. ​


Sob o conceito “Dança Caseira”, o projeto irá selecionar oito grupos, coletivos, companhias ou artistas independentes norte-rio-grandenses - ou residentes no estado - para compor uma programação diversa de cinco dias consecutivos, tendo como ponto de referência a produção artística em período de isolamento social. Os espetáculos, performances e/ou vídeos selecionados contarão com recursos de acessibilidade comunicacional, através da tradução para Libras (Língua Brasileira de Sinais) fornecida pelo próprio festival. “A Mostra Casa Tomada sempre foi realizada de forma independente, sem nenhum apoio. Agora, com o patrocínio através da Lei Aldir Blanc a Mostra vira um Festival e, para nós, isto representa um grande salto. Trazer o conceito de “Dança Caseira” para esta edição tem como objetivo dar visibilidade aos trabalhos produzidos pelos artistas independentes durante a pandemia. O Festival Casa Tomada é feito por e para artistas independentes, não temos nenhum festival de dança/artes cênicas que pense o lugar do artista independente no cenário atual, este é o grande diferencial do evento”, declara René Loui, artista do Coletivo Cida.


Foto: Brunno Martins


“Outro diferencial do festival é a acessibilidade. Nós somos um Coletivo que sempre pensou a questão da inclusão dos corpos não-normativos, temos no nosso núcleo pessoas com e sem deficiência, e agora poderemos transformar nossos trabalhos em produções acessíveis. Lançaremos pelo menos quatro trabalhos com audiodescrição, libras e legendamento, e além disso, os trabalhos que serão selecionados para o Festival também serão traduzidos para libras, o que para nós, é motivo de grande alegria”, completa René. ​


Os interessados em exibir seus trabalhos deverão, obrigatoriamente, apresentar uma proposta de oficina virtual a ser executada dentro da programação do festival. Deverão também se comprometer em participar de um bate-papo virtual após a exibição do espetáculo, performance ou vídeo. Cada uma das propostas selecionadas receberá um cachê de R$1.500,00 (mil e quinhentos reais) referente à exibição da obra, execução de uma oficina e participação no bate papo.


O Festival Casa Tomada é uma iniciativa do Coletivo Independente Dependente de Artistas (CIDA) a ser executada com recursos da Lei Aldir Blanc - Rio Grande do Norte, por meio da Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.


Foto: Brunno Martins

COLETIVO CIDA

O CIDA – Coletivo Independente Dependente de Artistas é um núcleo artístico de dança contemporânea e performance, fundado no ano de 2016 por jovens artistas emergentes, negros, com e sem deficiências, oriundos das mais diversas regiões do Brasil e radicados na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, com objetivo da profissionalização e subsistência através da dança. O Coletivo CIDA surge com a perspectiva de somar as forças desses jovens artistas, que ao longo de suas carreiras individuais já obtiveram destaque no cenário nacional e internacional de dança contemporânea. Ao longo destes quase cinco anos de existência e resistência o coletivo já esteve presente nos palcos de mais de quinze cidades do estado do Rio Grande do Norte, em mais de dez estados brasileiros, e conquistou a internacionalização, apresentando seu trabalho para países como Equador, França, Portugal, Suíça e Índia.


Fundado por René Loui e Rozeane Oliveira, artistas que têm em seu histórico na dança o trabalho em outras companhias com perspectiva similar, o CIDA se destaca no cenário cultural norte-rio-grandense por sua produção experimental e inclusiva. O Coletivo CIDA já é considerado como um dos principais grupos do cenário atual de dança contemporânea do Rio Grande do Norte. O CIDA dispõe de uma sede, chamada Casa Tomada, que também funciona como espaço cultural alternativo e fica localizada no bairro Capim Macio, zona sul de Natal.


A Casa Tomada se concretiza como espaço alternativo de artes cênicas, com o foco ajustado na produção de artistas independentes da dança. Desde sua criação o espaço já recebeu artistas das mais diversas regiões, nacionalidades e linguagens de trabalho. A casa, além de abrigar todas as ações do Coletivo CIDA, funciona como espaço de residência e resistência de artistas independentes moradores da capital potiguar.