"Améfrica: Em Três Atos", do Coletivo Legítima Defesa, elabora as confluências negras e indígenas

Coletivo paulistano trata das trajetórias negras e indígenas a partir de seus próprios legados


Foto: Cristina Maranhão


No termo cunhado pela intelectual negra mineira Lélia Gonzalez ‘amefricanidade’ é a experiência comum de mulheres e homens negros na diáspora e à experiência de mulheres e homens indígenas contra a dominação colonial. O tema se refere às sabedorias e às experiências negras e indígenas no continente americano, se aproximando ao quilombismo de Abdias Nascimento.


O conceito de Lélia serve de livre inspiração, e as artes de Abdias disparam a iconografia do novo espetáculo do coletivo Legítima Defesa. "Améfrica: Em Três Atos", tem estreia e temporada no Teatro do Sesc Pompeia.


No espetáculo, o Coletivo Legítima Defesa elabora de forma poética e política as confluências negras e ameríndias e seus desdobramentos sociais e históricos no Brasil. As trajetórias negras e indígenas em diálogo e em confluências permitem criar alianças a partir de seus próprios legados, trazendo à tona narrativas soterradas pela herança colonial.



Os Atos

Foto: Cristina Maranhão


Em três atos, "Améfrica: Em Três Atos" tem uma narrativa fragmentada, porém complementar. O Ato 1: A Cicatriz Tatuada, que tem dramaturgia de Claudia Schapira, é um filme online que deverá ser visto previamente pelo espectador. O Ato 2: A Retomada, é uma peça-intervenção e foi escrita por Aldri Anunciação. O Ato 3: A Tempestade é assinado por Dione Carlos, e é uma intervenção performática, contra-narrativa, que une videoinstalação, música, dança, mixtape, teatro e performance.


Fazem parte da peça, ainda, intervenções em vídeo - com reproduções de falas de intelectuais e artistas, além de diálogos com outros artistas - como Jairo Pereira e Thereza Morena - e coletivos de teatro (Espiralar Encruza e O Bonde).


Este projeto foi contemplado pela 13ª Edição do Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura.


Foto: Cristina Maranhão


Acontece ainda uma Roda de Conversa Afropindorâmica (Confluência na Retomada), na Área de Convivência da unidade. Participam Cacique Babau, Antônio Nego Bispo, Tereza Onã e Agnaldo Pataxó Hã Hã Hãe, com a mediação de Eugênio Lima e Majoí Gongora.



Ficha Técnica

Direção: Eugenio Lima

Dramaturgia: Claudia Schapira, Aldri Anunciação e Dione Carlos

Intervenção Dramatúrgica: Coletivo Legítima Defesa

Com a participação: Frantz Fannon, Racionais MCs, Lélia Gonzalez, Aimé Cesarie, Maurinete Lima, Neusa Santos Sousa, bell hooks, W. E. B. Du Bois, Amílcar Cabral, William Shakespeare, Silvia Federici, Eliane Brum, Yina Jiménez Suriel, Robin DiAngelo, Célia Xakriabá, Renata Tupinambá, Denilson Baniwa, Ailton Krenak e Samora Machel

Elenco Legítima Defesa: Walter Balthazar, Luz Ribeiro, Jhonas Araújo, Gilberto Costa, Tatiana Rodrigues Ribeiro, Fernando Lufer, Nádia Bittencourt, Eugênio Lima, Luan Charles e Marcial Macome

Atriz convidada: Janaína Silva

Convidados: Hukena Yawanawa e Antônio Pitanga (em vídeo)

Retomadas: Coletivo O bonde, Jairo Pereira, Thereza Morena e Espiralar Encruza (em vídeo)

Convidados: Edivan Fulni-ô e Renata Tupinambá

Consultoria Artística: Renata Tupinambá

Consultoria em culturas ameríndias: Majoí Gongora

Produção Executiva: Gabi Gonçalves_Corpo Rastreado e Iramaia Gongora_Umbabarauma Produções Artísticas

Direção Musical: Eugênio Lima

Vídeografia: Bianca Turner e Mônica Ventura

Iluminação: Matheus Brant

Cenário: Iramaia Gongora

Figurino: Claudia Schapira

Música: Eugênio Lima, Neo Muyanga, Luan Charles e Roberta Estrela D’Alva

Vídeo: Ana Júlia Trávia, Matheus Brant e Cristina Maranhão

Direção de gesto e Coreografia: Luaa Gabanini

Spoken Word: Roberta Estrela D’Alva

Fotografia: Cristina Maranhão

Tradução Tupi Guarani: Luã Apyká , etnia Tupi Guarani, aldeia Tabaçu Rekoypy -SP

Design: Sato do Brasil

Artistas Convidadas: Juliana Munduruku e Marcely Gomes

Assistência de Direção: Gabriela Miranda e Iramaia Gongora

Assistência de Produção: Thaís Cris e Thaís Venitt_ Quica Produções

Músicos: Eugênio Lima e Luan Charles

Cenotécnico: Wanderley Wagner

Desenho de som: Eugênio Lima

Engenharia de som: João Souza Neto, Clevinho Souza e Nick Guaraná

Costureira: Cleusa Amaro da Silva Barbosa

Voz Off: Sandra Nanayna, Maurinete Lima, Dorinha Pankará, Hukena Yawanawa e Cacique Babau

Parceiros: Márcio Goldmann, Casa do Povo, Próxima Cia, Sandra Nanayna, Karine Narahara, Dorinha Pankará, Antônio Bispo, Naine Terena, Edivan Fulni-ô, Cacique Babau e Geni Nuñez.


AMÉFRICA: EM TRÊS ATOS


Temporada: De 18 de Agosto a 18 de Setembro

Horário: Quintas, Sextas e Sábados, às 20h | Domingos, às 18h

Local: Rua Clélia, 93 - Pompeia

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) | R$ 20,00 (meia) | R$ 12,00 (credencial plena) | Compre aqui

Classificação: 14 anos

Duração: 125 minutos (com intervalo)


RODA DE CONVERSA - AFROPINDORÂMICA (CONFLUÊNCIA NA RETOMADA)

Com Cacique Babau, Antônio Nego Bispo, Tereza Onã e Agnaldo Pataxó Hã Hã Hãe - mediação de Eugênio Lima e Majoí Gongora.

Dia: 03 de Setembro (Sábado), às 16h

Local: Área de Convivência da unidade

Ingressos: Gratuito


😷 Protocolos de segurança


O uso da máscara, cobrindo boca e nariz, é recomendado. Se você apresentar os sintomas relacionados à Covid-19, procure o serviço de saúde e permaneça em isolamento social.